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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

O que é uma pregação?

O que é uma pregação? A pregação precisa ser compreendida antes de nos deter em qualquer outro assunto da homilética - a arte da pregação e entrega de sermões. Pregar tem haver com duas coisas: o caráter da mensagem que levamos e o que essa mensagem requer das pessoas que nos ouvem. 

A mensagem que levamos é a revelação de Deus contida nas Escrituras. Embora Deus se revele de forma geral por meio da criação e da consciência do homem, nós só podemos conhecer o seu evangelho por meio da Bíblia Sagrada. 

O pregador tem o dever de pregar o evangelho quando se dirige a seus ouvintes. O evangelho é a mensagem mais poderosa que ele pode dizer quando se dirige à congregação. Essa mensagem é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1.16). 

Uma vez que o evangelho é proclamado Deus exige uma resposta daqueles que ouvem a sua mensagem. 

Alguns ouvirão e aceitarão, outros rejeitarão e continuaram a viver em trevas. Essa escolha implica salvação ou juízo sobre a vida de todos que ouvem o evangelho. O pregador deve atentar para seu ministério com muito temor, pois as palavras dele têm implicações eternas sobre a vida de quem escuta sua pregação. 

Tome cuidado para que sua mensagem não seja apenas declarações de juízo. Você deve apresentar as boas novas aos que te ouvem. A proclamação do evangelho coloca diante dos ouvintes o caminho da vida e o caminho da morte. 

Se preocupe com a o conteúdo da mensagem que você tem anunciado em sua pregação. Pregação é verdade aplicada. Observe o que eu disse. Não existe pregação se apenas histórias e proposições são explicadas e afirmadas. A pregação é o ato de mostrar as implicações de tais coisas na vida das pessoas que nos ouvem. 

A verdade do texto bíblico precisa ser elucidada e logo em seguida aplicada. Um remédio prescrito só faz bem ao doente se for aplicado. Não adianta saber que um comprimido de Paracetamol pode aliviar a febre, é preciso ingeri-lo para que o efeito seja sentido. 

O conteúdo da mensagem que pregamos deve ser levado à vida das pessoas que nos ouvem. Elas saberão que a Bíblia é verdadeira quando experimentarem com a mente e com o coração aquilo que dizemos. 

Pregação não é um discurso sobre um tema. 

Não é difícil encontrar alguém que acredita que pregou depois de ter falado todos os aspectos de uma doutrina. Quando pregamos não estamos apenas explicando as relações entre as partes de um texto. Tudo isso está na pregação, mas o ato de pregar só acontece quando o princípio do texto bíblico faz algum sentido na vida das pessoas que nos ouvem. 

Portanto, escolher um texto bíblico e falar sobre ele não é o mesmo que pregar.  

Nós recebemos a responsabilidade de levar o evangelho à vida das pessoas. Para sermos fiéis a essa obrigação precisamos fazer com que a verdade de Deus ganhe sentido na vida dos nossos ouvintes. 

Portanto, dedique-se a conhecer todos os aspectos históricos, literários e teológicos das Escrituras, mas não deixe que a sua pregação se limite a isso. Aplique esses conhecimentos na vida das pessoas que te ouvem. Dessa forma você de fato estará pregando. 

Que Deus ilumine o teu ministério!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O que você precisa saber para distinguir entre ideia exegética e a proposição de um sermão

Uma das dificuldades mais comum entre os pregadores iniciantes está em saber diferenciar entre a IDEIA EXEGÉTICA e a PROPOSIÇÃO de um sermão. Vou dar a você algumas orientações quê te ajudarão a superar essa dificuldade:

A ideia exegética é o resultado do estudo exegético, ou seja, da aplicação dos princípios de interpretação da Bíblia (Hermenêutica). O propósito dela é ESCLARECER A IDEIA QUE O AUTOR BÍBLICO TRANSMITIU AOS PRIMEIROS OUVINTES. Normalmente a escrita da Ideia Exegética é marcada pelos verbos no pretérito (passado), os nomes do autor e dos destinatários (quando houver) e o princípio espiritual revelado pelo texto.

Veja um exemplo de redação de uma Ideia Exegética: PAULO PEDIU COMO PAI AOS CRISTÃOS GENTIOS DE ROMA QUE SANTIFICASSEM SEUS CORPOS NO CULTO A DEUS, POIS ESSE É O CULTO QUE AGRADA A DEUS.

Vejamos agora a proposição. 

A proposição É UMA AFIRMAÇÃO DO PRINCÍPIO BÍBLICO DESCOBERTO PELA EXEGESE DITA DE FORMA CONTEXTUALIZADA À IGREJA DOS NOSSOS DIAS. 

Você irá encontrar o princípio espiritual da proposição na ideia exegética. No exemplo acima o princípio espiritual (válido em todo tempo, no passado, no presente e no futuro) é: O CULTO QUE AGRADA A DEUS REQUER UM CORPO SANTIFICADO (esse princípio pode ser dito de outras formas, contanto que comunique a mesma coisa na sua essência). 

Diferente da ideia exegética, a proposição é dita (quase sempre) com o verbo no presente do indicativo. Por exemplo: DEVEMOS SANTIFICAR OS NOSSOS CORPO NO CULTO A DEUS.

Faça a ideia exegética buscando ouvir o que foi dito no passado e comunique com as suas palavras no presente o mesmo princípio dito outrora, essa última parte é a proposição do seu sermão. 

Bons estudos!

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Como ouvir a voz de Deus pela Bíblia Sagrada

Há pessoas que acreditam que Deus fala de forma ordinária quando lançam sorte sobre os textos das Escrituras. Fazem "roleta russa", um tipo de escolha aleatória, com os textos da Bíblia. Outrora, essa prática era muito vista nas caixinhas de promessas. A diferença era que na caixinha de promessas os versículos da Bíblia eram previamente escolhidos pelo fabricantes e mais fáceis de coincidirem com alguma situação do leitor. 

Deus revelou sua vontade num livro. Logo, devemos buscar compreender o que Ele nos diz lendo e interpretando as palavras, frases e parágrafos da Bíblia. 

Os místicos, que amam o mistério, sempre buscam ler a Bíblia pela hermenêutica do acaso. Para eles, quanto mais um texto bíblico coincidir com alguma situação, mais certeza eles tem de que ouviram a voz de Deus. Certamente eles terão que sabotar muitas de suas leituras, pois o que dizer dos números e genealogias da Bíblia. Que significado darão a um versículo escolhido ao acaso que diz: "de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni;" (Números 1:11)? Não duvido que alguém ainda queira coincidir essa passagem.

Para ouvir a voz de Deus pelas Escrituras precisamos exercitar a leitura, a capacidade de interpretar letras, palavras e frases. 

Deus falou aos escritores da Bíblia e sua voz continua a ecoar pelos seus escritos. 

O leitor dos nossos dias precisa decodificar o que diz os textos da Bíblia usando as faculdades que Deus lhe dotou. Ou seja, é necessário usar os sentidos: visão, audição (ouvido interno) e tato (texto em braille) junto com a lógica. É por meio dos sentidos e da razão que o Espírito Santo comunica o amor de Deus.

Precisamos valorizar o estudo sério da Bíblia. 

Ao menosprezar o uso ordinário de leitura acabamos desprezando o meio escolhido por Deus para falar ao seu povo. 

Damos o devido valor a Bíblia quando aceitamos que ela é um livro, e como livro, deve ser usada como tal. 

O estudo exegético deve ser familiar a todo cristão. Os mestres precisam simplificar as ferramentas básicas de interpretação para os leigos, pois o relacionamento correto do cristão com Deus depende da interpretação correta das Escrituras. 

Não é bíblico, nem cristão, entregar a interpretação das Escrituras a um grupo seleto de especialistas. 

A voz de Deus deve está disponível a todos que queiram. Porém, para que de fato ouçamos a Deus precisamos estudar seriamente a Bíblia. Esse estudo sério não pode prescindir de uma interpretação bem feita.

Portanto, leiamos a Bíblia Sagrada e ouçamos a voz de Deus. Não deixe se enganar pelo acaso. Palavras podem coincidir com ocasiões que você está passando, mas com certeza essa relação não é o método ordinário dado por Deus para ouvir sua voz. 

Conheça a interpretação histórica-gramatical, que leva em consideração a história e a gramática para entender a Bíblia, e aplique seus princípios sob a direção do Espírito Santo. Assim você ouvirá de forma cristalina a voz de Deus e a sabedoria manifestada nas Escrituras.

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domingo, 12 de janeiro de 2020

Pastores que não pregam a Palavra de Deus são um mal para igreja


O ministério da Palavra é de responsabilidade de toda a igreja e, em especial, do pastor. 

Todo cristão tem o dever de zelar e proclamar a revelação de Deus. Contudo, o pastor recebeu de Deus o dom especial para guiar a igreja à luz da Santa Palavra. 

Ele deve oferecer as suas ovelhas a grama verde da revelação. É por meio do ensino e aplicação dos princípios bíblicos ao coração do povo que a igreja é santificada pelo Espírito Santo. 

Quando de fato o Pastor cumpre o seu papel ministerial a igreja cresce a semelhança de Cristo. O povo percebe que o que é dito no púlpito não são ideias do líder, mas a verdade de Deus, que traz à tona as motivações, aplica a disciplina e consola o coração.

Pregar a Palavra não é falar de experiências pessoais, nem muito menos explicar histórias da bíblia. 

O pregador trabalha em cooperação com o Espírito Santo, explicando e aplicado as Escrituras à vida da igreja. 

No poder do Espírito Santo a Palavra de Deus ganha sentido na realidade da igreja através da exposição do pregador. Dessa forma o povo de Deus percebe a verdade que brota da Palavra e tem os seus caminhos confrotados. 

Aqueles que confiam no seu exemplo para mudar a igreja acabam pondo a autoridade em si mesmos. 

Seus bons resultados são pregados como autoridade, obedecendo a lógica: se deu certo para mim, vai dá certo em você. Por mais que tenhamos bons testemunhos para relatar, o pregador não foi chamado para falar de si mesmo. No púlpito a ênfase deve está naquilo que a Bíblia diz, e não no pregador. 

Quando pregamos a Palavra de somos vasos que carregam o tesouro valioso do Evangelho (v. 2 Co. 4.7). O mais importante é o conteúdo que levamos, o evangelho de Cristo. 

O verdadeiro pregador expõe e aplica o que o texto diz. Suas palavras são atuais, pois ele fala das necessidades dos homens de todos os tempos, conforme a Bíblia revela. Ele busca na Palavra e entrega o que ela diz acerca da vida de suas ovelhas. 

Igrejas onde há negligência à pregação fiel da Palavra de Deus se tornam igrejas problemáticas. 

A autoridade das Escrituras tem o poder de desfazer as celeumas no ceio da igreja. Uma igreja bem nutrida sabe que é na Bíblia Sagrada que está a palavra final sobre suas divergências. 

Em meio às opiniões e caprichos é a Palavra que norteia o caminho pelo qual a igreja deve caminhar. 

O pastor que negligencia a pregação das Escrituras tem que ter "costas largas" no momento de resolver os problemas da igreja. Ele se torna a autoridade final e muitos ficam à mercê dos seus juízos. 

Nas vezes que vi pessoas tomando o lugar da Palavra na resolução de problemas, o fim foi sempre uma das partes machucada por carnalidades. Quem usurpa o lugar da Palavra usa seu próprio cajado e não o de Deus. Facilmente abre feridas, mas não sabe como cura-las. 

Deus livre sua igreja desses maus obreiros! 

Além de tudo o que já foi dito, o mundanismo encontra brechas no  convívio de igrejas onde a Palavra de Deus não é pregada com fidelidade. 

A pregação alimenta as ovelhas e afasta os lobos. Por meio dela fechamos com concreto as aberturas que o diabo pode encontrar em nossos corações e da nossa congregação. 

Entretanto, como é possível afastar o mundanismo se a igreja depende das ideias do pregador? Seria ele mais sábio do que as Palavras de Cristo? 

Colocar a personalidade do pregador no lugar da Palavra de Deus é um golpe do diabo na autoridades da Escrituras na igreja. Aqueles que fazem isso comunicam que todos devem olhar mais para eles do que para Deus. Tomar o lugar de Deus, seja em qualquer situação, é aspiração do Diabo e pecado de idolatria. 

Por outro lado, igrejas que têm pregadores fiéis à Palavra de Deus são purificadas do mundanismo e seus males. 

Portanto, ovelhas que têm pastores negligentes a Palavra sofrem de inanição espiritual. Elas acabam se apoiando no testemunho e nas experiências dos seus líderes e não em Deus. O resultado são crentes carnais, guiados pelos seus caprichos e pecados. 

A você Pastor, "pregue a palavra, insista, quer seja oportuno, quer não, corrija, repreenda, exorte com toda a paciência e doutrina." (2Timóteo 4:2). Dê à Palavra de Deus o devido lugar em sua vida. Se esforce para agradar a Deus no seu ministério. "Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2Timóteo 2:15). Se você agir assim sua igreja será grandemente abençoada por meio da sua pregação. 

sábado, 11 de janeiro de 2020

Três dicas essenciais para leitores iniciantes

A leitura correta é fundamental para a interpretação bíblica. Muita gente, por diversas razões, têm dificuldade em dar o significado do texto bíblico. Isso pode ser corrigido, em muitos casos, pelo aprendizado da leitura. 

Seguem algumas dicas que irão te ajudar a ler melhor. 

1. Leia, leia e leia. A melhor forma de aprender a ler é lendo. Tenha todos os dias um tempo reservado para fazer sua leituras e leia de tudo até embalagem de creme dental.

2. Leia com uma perguntas em mente. Ao ler procure identificar nos títulos e subtítulos a problemática (a pergunta) que o escritor procura responder no seu escrito. Observe o tipo de assunto que o livro aborda. Se é uma ficção, não-ficção, romance etc. No ato da leitura veja como a escritor responde à problemática.

3. Observe bem a ordenação das ideias. Em todo livro, inclusive na Bíblia, as ideias funcionam assim: 1. O livro tem uma ideia; 1.1 O capítulo tem uma ideia secundária; 1.1.1 Os parágrafos tem ideias terciárias; 1.1.1.1 As frases tem ideias quartenarias. Aprenda essa ordenação lógica e você irá dominar o pensamento do autor. Aos ter esse domínio critique o conteúdo levando as ideias para o campo prático e confronte com o que outros escritores dizem sobre o assunto.

Essa última dica vai ajudar você a encontrar as ideias de um texto bíblico.

Boa leitura para você!

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