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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

3 razões pelas quais você deve confiar no poder de Deus em tuas pregações

De onde vem o poder da sua pregação?

Inúmeras são as técnicas disponíveis no mercado para persuadir aqueles que ouvem algum discurso. As empresas de publicidade vivem focadas em apresentar para os clientes alguma peça publicitária que toque os corações e leve os clientes a consumirem os produtos ofertados. 

De fato, elas têm sido muito eficientes em sua tarefa.

O segredo da eficiência de suas propagandas está na influencia das emoções sobre o comportamento humano. Com isso em mente muitas são as estratégias que tentam manipular o comportamento das massas. É assim que o mundo tenta convencer os seus ouvintes das suas teses.

Assista também: O que é homilética?

Para nós, pregadores, o poder de Deus em nossa mensagem se concretiza por meio das Escrituras Sagradas. Nós não dependemos de estratégias humanamente elaboradas para persuadir os homens. Deus nos confiou a sua palavra para que pela exposição dela os nossos ouvintes tenham os seus corações quebrados e os seus olhos desvendados para o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.

Sendo assim, devemos confiar na palavra de Deus em nossas pregações. Vejamos três razões pelas quais você deve confiar no poder de Deus em tuas pregações.

A PALAVRA DE DEUS CRIA

O mundo foi criado pelas palavras poderosas do nosso Deus. Do nada ele trouxe a existência o que não existia. Em Gênesis 1.3 diz: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz” (grifo nosso). As palavras proferidas pelo Criador geraram sem a necessidade de algo anteriormente. Essa é uma obra que aponta para o poder Deus manifesta por meio da sua palavra.

O pregador tem palavras poderosas quando é fiel em expor aquilo que Deus revelou na Bíblia Sagradas. As Escrituras são a revelação de Deus para os homens e quando estes ouvem o que Deus tem a lhes dizer vida nova pode ser gerada. 

Para que o poder de Deus seja manifestado em nossas pregações não podemos substituir as Escrituras por ideias humanas. O evangelho é poderoso, pois é por meio dele que Deus põe por terra as algemas que prendem o coração do homem aos deuses desse mundo.

A PALAVRA DE DEUS CONTROLA TODAS AS COISAS

Deus é quem sustenta todas as coisas com a sua palavra. Ele demonstra o seu governo soberano sobre o universo. Pela sua palavra as coisas acontecem. Como expressou o salmista: 

“Ele [o Senhor] envia as suas ordens à terra e sua palavra corre velozmente; dá a neve como lã e espalha a geada como cinza. Ele arroja o seu gelo em migalhas; quem resiste ao seu frio? Manda a sua palavra e o derrete; faz soprar o vento e as águas correm” (Sl. 147.15-18 – grifo nosso).

Os corações daqueles que nos ouvem estão nas mãos de Deus. É dele o poder capaz de guiar o homem até a cruz. Quando pregamos a palavra temos em nossos lábios as palavras daquele que é soberano sobre todas as coisas. Por isso, devemos manter a nossa confiança no seu agir.

Além disso, Deus cumpre de forma eficaz o seu desejo na história por meio da sua palavra. 

A PALAVRA DE DEUS CUMPRE A SUA VONTADE

O propósito maior de Deus é salvar pecadores da condenação eterna e fazer deles um povo que testemunhe pelas suas obras as virtudes divinas ao mundo (1 Pe. 2:9). Para que o seu plano seja concretizado na história ele nos deu a Bíblia. Ao anuncia-la nos tornamos instrumentos do seu agir na história. 

A palavra de Deus pregada com precisão alcança o propósito divino. Como nos diz o profeta Jeremias: 

“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que o primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Jr. 55.10-11 – grifo nosso).

O que Deus está fazendo por meio da pregação nem sempre está diante dos nossos olhos. Muitas vezes Ele operará sem que vejamos os resultados de forma imediata. Contudo, devemos confiar no seu poder que opera por meio da proclamação fiel da sua Palavra. 

CONCLUSÃO

O poder do pregador não está nas estratégias da publicidade, mas no Deus que nos deu a sua Palavra como canal do seu poder. Portanto, estejamos confiantes em expor com fidelidade a vontade do nosso Senhor e assim sempre pregaremos poderosamente. 

Até o próximo post!

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Orientações fundamentais na preparação da pregação expositiva da Bíblia


Ao pregar a Bíblia Sagrada nos tornamos voz de Deus para a nossa geração.

Para que isso de fato aconteça precisamos expor com fidelidade aquilo que Deus falou e aplicar aos nossos corações e ao dos ouvintes.

Para alcançar a fidelidade e eficiência na pregação expositiva o pregador deve atentar para algumas orientações.

Elas servem como pontos chaves de um mapa durante a preparação e aplicação do sermão.


Primeiramente, o sermão deve transmitir um conceito Bíblico.

Quem prega expositivamente precisa centralizar a ideia ensinada nas Escrituras e não submetê-la a um assunto preconcebido.

Isso é muito comum em quem lê a Bíblia em busca de argumentos para suas ideias mirabolantes.

É nesse tipo de empreitada que surgem ideias das mais bizarras como a de um pregador que disse que Jesus era um bom músico porque "tocou o esquife" (Lc. 7.14).

Uma regra básica da boa oratória está ligada a isso: a boa pregação tem uma única ideia.

Ou seja, por mais tentador que seja, procure focar e lapidar um único assunto levantado pelo autor bíblico e nele foque os seus esforços.

Outra orientação que o pregador deve ter em mente ao preparar uma mensagem expositiva é faça um bom estudo exegético da passagem que você irá expor.

Três estudos devem ser feitos:

1. Estudo histórico do texto, estude o contexto da passagem a ser pregada. Lembre-se que o sentido das palavras é determinado pelo contexto da passagem;

2. Estudo gramatical do texto. Se você tiver familiaridade com as línguas originais busque entender a construção das frase e parágrafos a partir delas. Caso você não tenha, observe em várias traduções a maneira como os tradutores construíram as frases.

3. Estudo literário do texto. A Bíblia contém poesias, narrativas, epístolas, entre outros tipos de literatura. O estudo deles ajudará na compreensão da intensão dos autores bíblicos, além do pregador poder se apoiar na estilo literário para transmitir aos seus ouvintes a mensagem Bíblica.

Um detalhe muito importante é que a busca pela ideia do sermão bem como as informações que complementarão a ideia a ser exposta precisa surgir desses três estudos.

Por fim vem a aplicação do conceito bíblico à personalidade do pregador e à vida dos ouvintes.

Alguém já disse que um sermão sem aplicação é uma "mensagem abortada".

Os nossos ouvintes buscam responder a seguinte questão: O que isso tem haver comigo? Sem responder a essa indagação a mensagem não alcançará sua finalidade.

Haddon Robison (1) disse que "a postura dos pregadores efetivos é que eles não estão fazendo preleções sobre a Bíblia aos seus ouvintes. Em vez disso, estão falando aos seus ouvintes sobre os ouvintes da Bíblia".


Isso quer dizer que ao pregar a Bíblia expositivamente o pregador transmite aos seus ouvintes a mesma ideia que os primeiros ouvintes tiveram da mensagem de Deus.

Durante essa etapa o pregador reflete acerca das ideias desenvolvidas no texto e as preocupações e questões dos ouvintes atuais.

Essas orientações devem nos guiar no bom preparo de uma pregação bíblica expositiva.

Por meio delas encontraremos as verdades que Deus deseja comunicar aos ouvintes do nosso tempo.

Assim seremos vox Dei (voz de Deus) ao mundo!

Acompanhe e se inscreva em nosso canal no Youtube: ESCOLA DE PREGADORES (Clique aqui)

REFERÊNCIA:

ROBINSON, Handdon; LARSON, Craig B. (Org.). A arte e o Ofício da Pregação Bíblica. São Paulo: Shedd Publicações, 2009. 887 p.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O que o avivalista Leonard Ravenhill pode nos ensinar sobre a "pregação fervorosa"

Uma pregação virtuosa é o meio termo entre ensino e paixão. Como disse Lutero, “o diabo vive nos extremos”. Os nossos púlpitos precisam está saturados da Palavra de Deus e do calor do Espírito em nossos corações.

O avivalista Leonard Ravenhill se voltou para o Novo Testamento a fim de avaliar o que falta aos pregadores contemporâneos para que se tornem proclamadores avivados da Palavra de Deus. 

Explicarei alguns pensamentos do Ravenhil e por fim farei algumas considerações.

POR QUE NOS FALTA PREGADORES FERVOROSOS, SEGUNDO RAVENHILL? (1)

Assim como o primeiro passo para buscar a cura é reconhecer a doença, os pregadores precisam perceber que o problema de suas pregações está neles mesmos. A falta de fervor, lamentavelmente, tem sido a marca de muitas pregações. Há muita luz e pouco calor na igreja dos nossos dias.

Segundo Ravenhill a pregação deve comunicar o poder do mundo vindouro. Isso implica em poderes espirituais capazes de abalar a nossa geração, como fez Paulo. Cidades eram abaladas com a pregação do evangelho que ele levava. Era uma mistura de poder de Deus e ensino da Palavra. Com isso ele foi odiado por alguns a ponto de sofrer duras penas por causa do evangelho. Os pregadores atuais precisam avaliar as suas pregações à luz de homens como Paulo.
Os pregadores já não choram mais pelas razões que tornam o mundo detestável. A primeira lágrima a ser derramada deveria ser por eles mesmos, pois não sentem vergonha da mediocridade de suas pregações. Os pregadores não podem se contentar em ter pregações que falem a mente sem ardor no coração. Não era assim entre os primeiros proclamadores do evangelho. Isso se perdeu nas pregações dos nossos dias.

Não há lágrimas pelos perdidos, por aqueles que estão debaixo da ira de Deus. A preocupação de muito pregadores é tão egoísta que já não derramam lágrimas por aqueles que se enlambuzam no pecado. Falta lágrima pelas almas que caminham para o inferno. Onde está o amor dos pregadores?

Quantas vezes você derramou lágrimas pelo monopólio que o diabo tem assumido em nossos dias? Ele tem ditado o modo de vida das famílias, tem deturpado os relacionamentos entre os homens, tem manchado a criação de Deus. Os pregadores parecem acostumados com isso e suas pregações não atacam esse quadro vigente.

Se fosse possível experimentar o Pentecostes hoje, como foi nos dias da igreja primitiva, os pregadores dos nossos dias certamente não suportariam. Alguns eventos que ocorreram naqueles dias fariam muitos pregadores dos nossos dias fugirem de suas responsabilidades. 

A morte de Ananias e Safira, por exemplo, levaria muitos à prisão debaixo da acusação de homicídio - um pregador preso por causa de uma ação do Espírito Santo. Ou ainda, processados por colocar alguém em estado de cegueira, como foi o caso de Elimas (ver At. 13.4-12). Muitos pregadores dos dias atuais não estão preparados para isso.

E se o Espírito Santo derrubasse alguém ao chão, será que os pregadores contemporâneos suportaria ver tal atuação sobrenatural?

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A PERSPECTIVA DO LEONARD RAVENHILL

Ravenhill fez um contraste entre a igreja dos seus dias com aquilo que viveu a igreja primitiva. Ele não vê a atuação do Espírito Santo como algo restrito ao início da igreja. Essa perspectiva é chamada em teologia de continuísta. 

Contudo, ele não se julga um pentecostal, que aspira repetir o derramamento do Espírito Santo como foi no dia de Pentecostes. Muito menos centraliza o culto em manifestações sobrenaturais.

Seu desejo é associar a ação poderosa do Espírito Santo à pregação da Palavra. Ele ensina que isso é fundamental para que haja pregadores fervorosos. O meio termo entre os sinais da era vindoura produzidos pelo Espírito e a pregação é capaz de impactar poderosamente uma geração, como foi com os primeiros apóstolos.

Certamente Ravenhill não encontrará apoio entre aqueles que limitam alguns dons do Espírito Santo ao contexto da igreja primitiva, os chamados de censsacionistas. Entretanto, a esses é válida a preocupação dele com a falta de homens que ensinem o evangelho com coragem e piedade. 

Para superar esse marasmo nos púlpitos dos nossos dias ele propõe que os pregadores busquem em suas orações mais poder do Espírito Santo e assim as suas vidas além de mostrarem piedade serão capazes de abalar a sociedade com a pregação do evangelho de Cristo.

É notório o crescimento do conhecimento em detrimento da vida piedosa em alguns círculos cristãos. O saber muitas vezes tem sufocado a vida virtuosa produzida pelo real conhecimento de Deus. 

Por outro lado, os que buscam uma vida piedosa criticam a busca do conhecimento, acariciando a ignorância. Dessa forma se entregam a todo tipo de experimentalismo e misticismo. Isso também não é saudável. 

Acredito que o clamor de Ravenhill nos chame ao equilíbrio entre as duas facetas essenciais da vida cristã, ensino e paixão. Remediando-nos com aquilo que ele nos diz é possível que resgatemos o real fervor do Espírito Santo em nossos púlpitos.

Desejo que esse artigo lhe seja edificante. Deixe-nos o seu comentário e compartilhe.

Até o próximo post!

Veja também:Aprendendo a pregar com Jonathan Edwards (Clique aqui)

NOTAS:

(1) As partes em negrito são ideias do Leonard Ravenhill em seu livro “Por que tarda o pleno avivamento” (p. 59-62). RAVENHILL, Leonardo. Por que tarda o pleno avivamento? Venda Nova: Editora Betânia, 1989. 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Como a leitura de bons livros pode ajudar em tuas pregações

A vida que Deus deseja de sua igreja é aprendida por meio da leitura da Bíblia. Por isso devemos ler as Escrituras Sagradas com empenho. Nela está a verdade que alimenta a nossa alma. 

O conhecimento adquirido por outras leituras além da Bíblia ajuda muito na clareza das nossas exposições. Se quisermos ver a igreja doutrinariamente robusta, capaz de se manter firme diante de pensamentos contrários, devemos levar conosco o hábito de ler obras diversas. 

PAULO, O LEITOR

O apóstolo Paulo, mesmo sendo inspirado por Deus, não cessava de ler outros livros. Quando esteve preso em uma prisão de Roma, ele pediu ao seu pupilo Timóteo: “Quando você vier, traga a capa que deixei na casa de Carpo, em Troâde, e os meus livros, especialmente os pergaminhos” (2 Tm. 4.13 - grifo nosso). Ele estava com a sua mente sempre ativa, refletindo em conceitos e adquirindo conhecimento. Não é por acaso que ele não teve dificuldade de debater com os filósofos de Atenas a fim de convencê-los do Evangelho de Cristo (At. 17.18).

O pregador deve fazer suas leituras como necessidade ministerial. Nelas estão as informações que servem no preparo do alimento que é dado a igreja. Muitos livros de autores cristãos relatam as percepções aprofundadas dos seus autores sobre determinadas passagens bíblicas. A leitura deles é fundamental na preparação do sermão.

4 BENEFÍCIOS DA LEITURA PARA O PREGADOR

Gostaria de apresentar quatro benefícios que as várias leituras trazem à vida do pregador (e à vida da igreja). Quanto mais experiências de leitura você tiver mais esses benefícios serão sentidos pelos seus ouvintes.

1. As leituras ajudam o pregador a se expressar de várias formas sobre o mesmo tema.  Podemos dar perspectivas distintas a um tema pregado. Por exemplo, numa pregação sobre a relação do cristão com o seu corpo podemos mostrar a percepção grega e a bíblica. Essas visões podem ser contrastadas e assim a igreja perceberá, à luz das Escrituras, o engano do ensino grego. Sem leitura dificilmente você terá um bom repertório de perspectivas. Isso empobrece a pregação. 

2. As leituras capacitam o pregador a fazer um exame crítico da realidade e daquilo que ameaça a igreja. É importante que tenhamos em mente os fundamentos por trás de projetos e planos que o mundo coloca diante da igreja. Munidos das informações que fundamentam determinadas perspectivas consideradas “politicamente corretas” podemos desvendar as artimanhas mundanas que ameaçam a igreja de Cristo. Ao pregador cabe trazer para luz aquilo que se esconde por trás de colocações aparentemente ingênuas. Sem leitura o pregador só enxergará a superfície da realidade. Com essa visão parcial a igreja ficará vulnerável ao erro do diabo.

3. As leituras são capazes de dar experiências de vida ao pregador. Você não precisa passar por algumas catástrofes para saber o que essas situações são capazes de produzir. A leitura de livro de pessoas que já viveram situações limites, por exemplo, é capaz de nos fazer experimentar os sofrimentos e dificuldades desconhecidas em nossas vidas. A leitura do livro “Em busca do Sentido” de Viktor E. Frankl me fez presenciar o sofrimento dos prisioneiros do Campo de Concentração Nazista de Auschwitz. 

Eu não precisei ter passado por aquela terrível circunstância para compreender a agrura de um prisioneiro Nazista. Os livros podem nos fornecer experiências que enriquecem a exposição durante uma pregação. A Bíblia está repleta de histórias de incredulidade que servem à nossa orientação nos caminhos do Senhor. Veja como Paulo exortou a igreja dos Corintos: “Não pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram – e foram mortos por serpentes. E não se queixem, como alguns deles se queixaram – e foram mortos pelo anjo destruidor” (1 Co. 10.9,10). O apóstolo usou a experiência de Israel para exortar a igreja. Ele não precisou está com Israel para adquirir a sabedoria. A Bíblia está repleta de experiências que o pregador deve lê-las a fim de ganhar experiência para ensinar a igreja.

Para maior aprofundamento nesse ponto assista o vídeo: Como ganhar experiência com a leitura da Bíblia. 

4. Por fim, a leitura e a escrita se encaixam na vida de um pregador. Quem lê pouco tem muita dificuldade para se expressar de forma escrita. A atenção na hora da leitura de um livro nos dá o contato com ideias, frases e palavras. Essas são as matérias primas de quem escreve. Para escrever bem é necessário contato com os livros. Certa vez um estudante de teologia, que sonhava em ser eloquente, teve a oportunidade de deixar uma saudação a um colega de ministério e desejou “os seus pêsames” acreditando que essas palavras fossem algum gesto fraterno de alegria. A leitura nos livrará de muitas gafes.

Um bom pregador necessita de boas leituras. Reserve um tempo diário para ler. Se todos os dias você ler 30 páginas por hora em 10 anos você terá lido 150 livros de 250 páginas, o suficiente para ser especialista em alguma área – caso você saiba escolher bons livros. Portanto, nos esmeremos com disciplina em nossas leituras, assim nossas ovelhas comerão alimentos bem feitos e capazes de sustenta-los nesses dias maus. 

Até o próximo post!

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

3 coisas que não podem faltar na pregação do Evangelho

Você precisa está muito atento ao pregar o Evangelho, pois a mensagem de Deus deve ser proclamada fielmente àqueles que ainda não conhecem a boa notícia dos céus. Por tal razão você deve observar três coisas imprescindíveis na pregação do Evangelho.

Primeiramente, pregue o Evangelho com a Bíblia. Ela é a fonte de informação pela qual Deus se revelou de forma especial a nós. Na teologia, a Bíblia também é chamada de “a revelação especial de Deus”. Nela está a comunicação específica do amor de Deus pelos homens.

O apóstolo Paulo ordenou ao seu conservo Timóteo: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não...” (2 Tm. 4.2). Era a revelação de Deus que Timóteo deveria anunciar. Ele deveria insistir em todo tempo para que os homens se submetessem à Palavra revelada.

Devemos pregar a Bíblia de forma confiante. As palavras que estão nela são poderosas para transformar o coração dos ouvintes que Deus nos deu a oportunidade de proclamar sua vontade.

Anuncie a mensagem da cruz. Ao pregar a Bíblia devemos esclarecer o cerne da mensagem bíblica: a cruz de Cristo. A morte substitutiva de Jesus é a boa notícia de Deus aos pecadores. Por meio do seu sacrifício temos paz com Deus.

Sem a mensagem da cruz a pregação do Evangelho não pode ser compreendida, pois não há informação mais importante nas Escrituras do que a morte e ressurreição de Cristo Jesus em nosso favor. O sacrifício de Jesus na cruz é o poder de Deus: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1 Co. 1.18).

Em nossos dias tem crescido o número de pregadores que estão substituindo a mensagem da cruz por pregações psicologizadas nas quais o ser humano é ajudado apenas a lidar com os seus problemas existenciais sem atentar para o seu pecado. Esse tipo de pregação oferece sugestões para resolver os problemas familiares, psicológicos e comportamentais, mas não revelam como Deus reconciliou consigo mesmo o homem.

O grande problema, nosso e dos nossos ouvintes chama-se: pecado. Ele põe o homem em inimizade com Deus e isso é suficiente para colocá-los sob a ameaça da condenação eterna. O pregador que oferecer uma mensagem de conforto existencial em detrimento da mensagem da Cruz não pode está cumprindo fielmente a sua missão no púlpito. Vidas podem está tendo o conforto temporário nessa vida e mesmo assim terem uma eternidade de angústia e desgraça.

Por fim, dependa da cooperação do Espírito Santo na pregação do Evangelho. O Espírito é quem capacita o pregador a anunciar o Evangelho e o ouvinte a receber a palavra anunciada. Antes de ascender aos céus, Jesus disse aos seus seguidores: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria até aos confins da terra” (At. 1.8).

Antes de darem testemunho do que Jesus havia ensinado, os discípulos deveriam ser capacitados com o Espírito Santo para a missão da pregação. Você pode ser eloquente e um bom comunicador, contudo, para pregar o Evangelho de forma poderosa é necessário que o Espirito atue sobre a tua vida. Dessa forma devem buscar intimidade e dependência do Espírito Santo. Com Ele estamos capacitados a articular bem a sua espada, a Palavra de Deus (Ef. 6.17).

Deus nos escolheu para proclamar o seu Evangelho e precisamos ser fieis a sua mensagem. Para isso não podemos abrir mão de pregar no poder do Espírito Santo a mensagem da Cruz revelada pelas Escrituras. Assim cumpriremos fielmente o ministério que recebemos de Deus.

Deixe o seu comentário e se houver alguma dúvida estamos prontos a te ajudar.

Até o próximo post!

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