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quarta-feira, 28 de março de 2018

Esboço Expositivo em Apocalipse 2.8-11 - O conhecimento de Cristo em meio as provações

O que é capaz de nos manter firmes quando estamos cercados de perseguição e hostilidade? Diante das ameaças precisamos de um socorro amigo. Deve ser terrível a solidão em meio às acusações. Contudo, os cristãos nunca estão a sós em meio as suas lutas. 

Pois, o conhecimento daquele que morreu e ressuscitou (Jesus) nos dá esperança diante das hostilidades do mundo.

I. O conhecimento daquele que morreu e ressuscitou nos dá animo até diante da ameaça de morte (v. 8). 

A. Jesus morreu e ressuscitou para nos livrar do medo da morte. Jesus se revela como aquele que venceu a morte (v.8 “... que esteve morto e tornou a viver”). Diante das ameaças de morte que os cristãos Esmirnianos estavam sofrendo eles precisavam lembrar que em Cristo Jesus a morte não causa mais pavor (v. 10 “Sê fiel até a morte...”; cf. 1 Co. 15.54-57). 

Ø Não deixe que a tua fidelidade murche diante das terríveis ameaças que o mundo te faz. Nós não nos amoldamos ao mundo para vivermos bem com ele. Isso muitas vezes nos custará caro, mas o que importa é vivermos fiéis ao nosso Deus.

Além disso, 

II. O conhecimento daquele que morreu e ressuscitou nos dá a certeza de que Ele conhece todas as nossas lutas (v. 9,10a)

A. Que tipo de tribulação nós podemos enfrentar por causa de Cristo?

1. Tribulações econômicas. A igreja de Esmirna era uma igreja pobre, contudo era rica espiritualmente (v. 9 “Conheço... a tua pobreza (mas tu és rico)”). A pobreza daquela igreja não justificava a infidelidade a Cristo. 

2. Tribulações religiosas. Jesus chama de “falsos judeus” aqueles que faziam declarações blasfêmias contra a igreja de Cristo (v. 9b. “[Conheço]... a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são”; cf. Rm. 2.28-29). Jesus revela que o ajuntamento desses é para tratar de coisas do diabo, e não das coisas de Deus (v. 9c. “sendo, antes, sinagoga de Satanás”; contraste com a “sinagoga cristã” v. Tg. 2.2). Possivelmente por causa destes muitos cristãos seriam lançados nas valas da prisão.

Ø Nas tribulações que temos que passar nessa vida devemos nos lembrar de que Deus tem conhecimento de todas elas. 

o Deus ver as dificuldades que você tem sofrido por causa das dificuldades econômicas. Ele deseja que permaneçamos fieis, mesmo na escassez.

o Deus conhece as adversidades que os homens ímpios têm levantado contra você por causa de Cristo. Anime-se, pois só se atira pedra em árvore que tem frutos. 

Por fim, 

III. O conhecimento daquele que morreu e ressuscitou nos dá a esperança bendita da sua recompensa (vv. 10b-11). 

A. Jesus nos promete recompensa por nossa fidelidade em meio às provações. Ele viu que alguns cristãos da igreja em Esmirna sofreriam uma dura provação.

1. O “diabo” usaria os “falsos judeus” para acusarem os cristãos (v. 10a).

2. O teste seria a prisão por um período de dez dias (v. 10b). 

3. Contudo, a recompensa eterna está reservada para os fiéis (v. 10 “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”; coroa = o símbolo da vitória dos atletas ou conquista militar).

B. A recompensa que Jesus nós promete nos livra das dores da segunda morte. Por fim, ele se dirige a TODAS AS IGREJAS, lembrando que os vitoriosos não terão que temer a morte eterna (segunda morte) (v. 11; cf. Mt. 10.28).

Ø Manter-se fiel a Cristo certamente nos será custoso. Aos olhos dos incrédulos passaremos por essa existência como fracassados, mas aos olhos de Deus como vitoriosos. Meça a tua vitória pela aprovação da tua vida em Cristo Jesus, é por essa medida que você será recompensado com a vida eterna.

CONCLUSÃO

A onisciência de Jesus nos dá esperança diante das hostilidades dos nossos inimigos. Como você tem suportando as adversidades que o diabo tem levantado contra você? Você tem se fortalecido em Cristo? As lutas dessa vida não podem vencer àqueles que vivem na presença de Cristo. Nele está a recompensa da fidelidade. Você tem confiado em Cristo em meio a tua provação?

Assista a pregação desse sermão aqui (clique aqui)!

domingo, 18 de março de 2018

Esboço Expositivo em Efésios 2.1-10 - Um só povo em Cristo

Em Cristo Jesus todos nós somos um. Um só povo, uma só igreja, etc.

É muito estranho que alguém que se diz “povo de Deus” se sinta mais privilegiados do que outros que professam a mesma fé. Certamente esse não é o resultado da salvação operada pelo Espírito Santo em nossas vidas.

O apóstolo Paulo nos ensina na passagem que lemos que Cristo nos fez um só povo através da graça de sua salvação. 

Como Jesus nos fez isso?

Primeiramente,

I. Cristo nos fez um só povo por meio da vida que nos deu (vv. 1-3).

1. Que vida é está que Jesus nos deu? Vida aqui é a capacidade de estar em comunhão com Deus. Paulo lembra à igreja de Éfeso que eles receberão vida quando estavam mortos (afastados de Deus) por causa do pecado (v. 1). Quando estavam mortos eles viviam na seguinte condição:
a)      Eram guiados pelo mundo (v. 2);
b)      O diabo era o seu senhor (v. 2b);
c)      Viviam em desobediência à vontade de Deus e obedientes à vontade da carne (v. 2c-3);
d)     Estavam debaixo da ira de Deus por causa de seus pecados (v. 3). 

Ø  Deus nos faz seu povo, através da vida que Jesus nos dá. Hoje temos vida porque somos guiados pelo Espírito Santo de Deus; temos Jesus como nosso Senhor; o nosso coração busca viver na vontade de Deus através de Cristo; estamos debaixo do seu amor. Assim temos vida. Ela nos faz povo de Deus.

Além de ter nos dado vida,

II. Cristo nos fez um só povo movido pelo seu grande amor (vv. 4-7).

1. Deus nos deu vida pela sua misericórdia. Essa misericórdia é nos dada por causa do seu amor (v. 4; cf. Jo. 3.16 “amor de tal maneira”). Ele nos deu o seu Filho quando estávamos na condição de mortos, de abomináveis (v. 5). Junto a Cristo recebemos a misericórdia de Deus que nos põe a sua nos céus.

Ø  O povo de Deus é um povo alcançado pelo seu grande amor. Esse amor nos estende a mão de misericórdia através de Jesus, que nos tira da morte espiritual para a vida eterna. Deus nos ama e por isso recebemos dele a comunhão.

Somos um só povo amado por Deus através de Jesus Cristo, também podemos ver que:

III. Cristo nos fez um só povo pela sua graça (vv. 8-9).

1. Pelo dom de Deus em Cristo Jesus é que somos salvos. Paulo diz: v. 5b “- pela graça sois salvo”. Mas salvo de que? Da morte, da inimizade com Deus. Ele vai repetir no v. 8: “Porque pela graça sois salvos”. Havia naquela igreja alguns cristãos vindos do judaísmo que esperavam ter comunhão com Deus pelas obras. Daí Paulo diz: “... e isto [a fé] não vem de vós; é dom de Deus”. É pela graça de Deus que somos levados a confiar em Jesus e assim recebemos a salvação. 

2. A salvação pela graça não depende de mérito alguns da nossa parte. Paulo diz: v. 9 “não de obras, para que ninguém se glorie”. Ou seja, não deve haver orgulho em quem recebe a salvação de Deus, em quem está impossibilitado de obter salvação. 

Ø  A graça de Deus nos faz um povo humilde, que não tem do que se orgulhar em suas obras, pois tudo o que somos recebemos de Deus. A igreja são pessoas que reconhecer a incapacidade de suas obras. É por isso que louvamos a Deus por ter nos visto em nossos pecados, mas não ter nos negado o seu favor e nos feito seu povo. 

Finalmente,

IV. Cristo nos fez um só povo através das suas boas obras em nós (v. 10).

1.  Nós que recebemos vida em Cristo, fomos recriados para as boas obras. Paulo diz que Deus nos fez de novo em Cristo Jesus com a finalidade de realizar as boas obras dadas por Deus (v. 10a). As boas obras de Cristo são a sua luz de Deus brilhando no mundo (Mt. 5.16). 

2. As boas obras de Cristo foram preparadas por Deus na eternidade (v. 10b). Ou seja, não é criação de homens, mas obra do próprio Deus para nós. Toda boa obra que está no homem veio de Deus e o desejo de Deus é que vivamos nela como Cristo viveu. 

Ø  Não são leis e regras humanas que nos fazem povo de Deus, mas a vida de Cristo em nós. As boas obras de Jesus em nós nos dá uma identidade eterna. Assim nos tornamos o povo de Deus sobre a terra.

CONCLUSÃO 

Deus desfez em Cristo as diferenças que nos separavam. A nossa salvação nos faz um único povo salvo pela graça de Cristo Jesus. Nessa salvação não há espaço para orgulho, nem soberba. Pois Cristo é um em nós!

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Esboço expositivo em Colossenses 1.13-23 - A excelência de Cristo (Parte 1)

Se perguntássemos a maioria dos cristãos dos nossos dias: quem é Jesus? Presumo que encontraríamos duas categorias de respostas:

1. O Jesus como ponte para um desejo do coração. Esse é o Jesus daqueles que se aproximam de Cristo não pelo que ele é, mas pelo que ele pode dar;

2. O Jesus moralista, que estipula várias regras e leis a fim de nos salvar. (Em nenhuma dessas categorias encontramos uma resposta bíblica).

No texto que lemos inicialmente encontramos algumas Palavras de Paulo dadas à igreja em Colossos. Aquela igreja enfrentava um forte ataque de uma seita religiosa chamada de Gnósticos, os quais celebravam o culto a anjos; não acreditavam em Jesus como homem. 

Em Cristo está a excelência da revelação de Deus. Nele somos abençoados pelo Pai e por isso devemos conhecê-lo mais do que qualquer outra coisa nessa vida.

Hoje mostrarei três razões maravilhosas porque devemos conhecer bem a Jesus. Primeiramente,

I. Devemos conhecer a Jesus, porque por meio dele é que recebemos a nossa salvação

1. Fomos libertos por Deus da ignorância do pecado (v. 13 “Ele nos libertou do império das trevas...”). Nas trevas não se pode enxergar a salvação em Cristo. Deus enviou seu Filho para nos arrancar da escuridão do pecado e nos colocar na sua luz. No seu reino somos capazes de enxergar o amor de Deus revelado em seu Filho, Jesus (v. 13b. “... nos transportou para o reino do Filho do seu amor”). Em Cristo o preço pelo nosso pecado foi pago (v. 14 – “Remissão = preço pago por um escravo”).

· O pecado nos cega para o amor de Deus. O homem sem a luz de Deus vive em trevas buscando um sentido para sua vida, mas aqueles que fora libertos da ignorância e da cegueira espiritual podem viver livremente no amor de Cristo. 

Além de receber a nossa salvação em Cristo,

II. Devemos conhecer a Jesus, porque por meio dEle encontramos o propósito de toda a criação - inclusive o nosso propósito

1. Jesus é o sentido para o qual toda a criação deve caminhar. Ele é o “primogênito da criação” (v. 15). Ou seja, o primeiro gerado por Deus. Obs. Na mentalidade judaica o primeiro filho gerado tinha proeminência sobre aquele que viria depois. Um filho mais velho assumiria a responsabilidade na família (v. direito de primogenitura Gn. 25.31,32 – Jacó e Esaú). Como primogênito Jesus tinha autoridade sobre toda a criação.

2. Jesus é a pessoa em quem toda a criação (visível e invisível) encontra o sentido, pois nele foram criadas todas as coisas (v. 16 – “Tudo foi criado por meio dele e para ele”). Quando o pai estava chamado a criação à existência era PARA JESUS que ele criou os luminares dos céus, os seres angelicais, os animais da terra e os seres humanos. Nele a criação encontrar seu verdadeiro sentido (v. Sl. 19.1).

· A vida sem propósito é deprimente. Os homens sem Cristo tentam preencher com paliativos a sua existência. Alguns mergulham de cabeça no trabalho, outros nas drogas e prazeres. No fim de tudo precisarão reconhecer que nada nessa vida é capaz de satisfazer plenamente, pois só em Jesus a existência é plenamente satisfeita.

· Jesus é a rocha de sustentação de toda a vida (cf. Mt. 7.24-26). Quem conhece a Cristo sabe o que significa harmonia com Deus, com o próximo e consigo mesmo.

Por fim,

3. Devemos conhecer a Jesus, porque por meio dele somos [a igreja] conduzidos em sabedoria a um novo céu e nova terra

1. Cristo foi nos dado para ser o nosso salvador e Senhor (líder) (v. 18a “Ele é a cabeça do corpo, da igreja”; 1 Co. 12.27). Assim como Moisés liderou o povo de Deus em direção à Canaã, assim também Cristo nos conduz a um novo céu e nova terra (que é “já e ainda não”). Em nossa caminhada aqui nessa existência temos por certa a presença de Cristo conosco (Mt. 28.20 “... eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”).

· É Cristo quem articula os membros do seu corpo, a igreja. Seu Espírito nos leva a agir com sabedoria em submissão à sua vontade. Através dos dons que recebemos, Jesus traz para essa existência sinais do por vim. Ele é o cabeça que liderar, orienta e cuida de cada membro do corpo, que é a igreja.

CONCLUSÃO

Quem é Cristo para você? O que acabamos de ouvir é a bendita revelação do Rei do Universo, que veio a este mundo para nos salvar e abençoar. Portanto, parafraseando o profeta: “conheçamos e prossigamos em conhecer a Cristo”. Ele é o conhecimento mais importante dessa vida.

Continua...

Assista à pregação dessa mensagem: CLIQUE AQUI!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Esboço expositivo em Mateus 6.19-21 - Deus: o nosso tesouro


Todas as vezes que alguma coisa recebe o valor de Deus ela põe a vida em desordem.

a.       QUANDO UMA PESSOA É O NOSSO TESOURO, sua vida nos decepciona, suas retribuições são injustas, suas exigências insuportáveis.

b.      SÓ DEUS é quem nos faz servos, sem machucar o nosso coração.

Jesus ensina seus discípulos a terem suas recompensas em Deus, diferente dos hipócritas religiosos (Mt. 6.2, 5, 16). Esses faziam atos de justiça para acumularem tesouros entre os homens (elogios, reputação). Diante disso, Jesus nos ensinar que: Deus deseja todo o coração dos seus filhos e para isso devemos fazer dEle o nosso tesouro.

Jesus nos dá algumas razões inquestionáveis para isso:

I. Devemos fazer de Deus o nosso tesouro, porque ELE DESFAZ a inclinação mundana do coração

1. O nosso coração está INCLINADO A SER MUNDANO. Jesus dá um mandamento negativo aos seus discípulos: v. 19 “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra...”. O seu mandamento revelam dois fatos:

a.       A inclinação pecaminosa do coração (Rm. 7.10-11). O coração humano se gasta naturalmente naquilo que não é celestial, divino. Por isso os discípulos de Jesus deveriam trabalhar por aquilo que vale a pena, as coisas eternas.

b.      A graça de Deus. O mandamento revela o quanto precisamos de Cristo para nos socorrer diante das inclinações do nosso coração. 

Ø  Quando o coração está em Deus estamos livres das cadeias do mundo. O homem espiritual é alguém cativo ao céu; a motivação de sua vida é gozar da comunhão com Deus em tudo o que tem e faz.

Além de desfazer a inclinação pecaminosa e mundana do coração,

II. Devemos fazer de Deus o nosso tesouro, porque nele o nosso tesouro não se acaba

1. Todos os bens que possuímos nessa vida SE ACABARÃO. Jesus exorta os seus discípulos a não juntar tesouros “onde a traça e a ferrugem corroem” (v. 19b). Ou seja, a própria natureza porá fim às roupas caras e aos metais nobres que possuímos. 

Ø  É tolice tratar os bens dessa vida como algo eterno. Sofreremos desgosto em ver nossas roupas e bens se deteriorarem. Atribuir valor eterno aos bens dessa vida é quebrar o 1º mandamento (Êx. 20.3). Só Jesus (Deus) é eterno e sobre ele nem o tempo, nem a natureza podem atuar (Hb. 13.8).

Em Deus o nosso tesouro não se acaba. Outra razão inquestionável que Jesus nos dá é:

III. Devemos fazer de Deus o nosso tesouro, porque nele o nosso tesourou não pode ser tomado pelos homens

1. Tudo o que é valioso nessa vida É DESEJADO pelos homens. Além da ação da natureza sobre os bens Jesus mostra também a ação dos homens. v. 20 “...e onde ladrões escavam e roubam”. Jesus disse aos seus ouvintes que não adiantavam esconde nas paredes, ou enterrar algum tesouro, pois os homens podem roubá-los para si.

Ø  Tudo aquilo que tem valor nessa terra os homens lutaram para tornar seu. Certamente a tua posição social, alguns desejam roubá-la de você. Logo, os tesouros da terra nunca estão completamente guardados. Contudo, os tesouros acumulados nos céus não trazem preocupação, nem ansiedade, pois ninguém pode roubá-lo. 

Finalmente, 

IV. Devemos fazer de Deus o nosso tesouro, porque nele o nosso coração está bem guardado

1. Aquilo que toma o nosso coração, TOMA O LUGAR DE DEUS. Qualquer coisa que sequestra o coração do homem se torna um deus e assim determina o curso da vida. Jesus exortou seus discípulos dizendo: “porque [em razão do que foi dito anteriormente], onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. O coração é a fonte de vida, tudo flui dele: escolhas, comportamentos, atitudes (v. Pv. 4.23; Mt. 12.35).

a.       Só Deus é quem toma o nosso coração SEM NOS FAZER O MAL. Nele estamos completamente guardados. Qualquer coisa dessa terra: bens, posições, pessoas etc. que tomam o coração certamente nos traz danos e nos coloca em perigo eterno (v. Mt. 19.16-22 – o jovem rico). Portanto, faça de Deus o teu tesouro e não correrás mais perigo. 

CONCLUSÃO

Faça de Deus o tesouro de tua vida. Ele te dará forças contra os apegos mundanos e os tesouros que o mundo fabricou para te iludir.

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Como será a segunda vinda de Cristo? Dispensacionalismo vs. Amilenismo

Recentemente foi trazida à tona a discussão acerca de como será a segunda vinda do Jesus. Muitos que assistiram a cena do arrebatamento invisível na novela da TV Record (Apocalipse) tiveram dúvidas sobre como se dará a vinda do Senhor Jesus.

A vinda de Jesus é um dos eventos mais aguardados por nós cristãos. Por isso, precisamos conhecê-lo através daquilo que a Bíblia nos diz.

Cristo voltará para nos buscar, contudo essa certeza é cercada de várias interpretações teológicas que tentam construir um quadro mais próximo da maneira como Jesus virá para nos salvar.



I. Primeiramente, vejamos quais sãos as principais visões teológicas acerca da vinda de Cristo:

1. As perspectivas ortodoxas sobre a vinda de Cristo são basicamente de duas categorias: aquelas que acreditam numa VINDA DUPLA de Cristo (Pré-milenistas históricos e dispensacionalistas) e aquelas que aguardam a vinda de Cristo como um EVENTO ÚNICO (amilenistas e pós-milenistas).

Ø  É importante que tenhamos em mente que as perspectivas teológicas acerca da vinda de Cristo não são absolutas. Ou seja, o que se tenta fazer é uma síntese entre as partes da Bíblia que falam sobre o momento da vida de Jesus. Uma coisa é aceita por todas elas: CRISTO VOLTARÁ! (s perspectivas liberais defendem, por exemplo, que a vinda de Cristo é um discurso mitológico que não ocorrerá na história).

II. As perspectivas ortodoxas têm algumas diferenças:

1. Os dispensacionalistas fazem uma divisão da segunda vinda de Cristo em dois momentos.
a)      No primeiro momento da segunda vinda Cristo voltará para arrebatar de forma invisível (ou secreta) a sua igreja (os santos). 
a.       Esse evento é chamado de paurosia (gr. “presença”).
b.      Esse evento é iminente, pode acontecer a qualquer instante.
c.       Esse evento acontecerá com Cristo nas alturas, ele não descerá à terra.
d.      Nesse evento os mortos também serão ressuscitados e os vivos transfigurados para se encontrar com Cristo.
e.       Esse evento será uma “vinda para os seus santos” (1 Ts. 4.15,16).

b)      Entre o primeiro e o segundo momento haverá um intervalo de SETE ANOS. Nesse período ocorrerá:
a.       A evangelização do mundo (Mt. 24.14).
b.      Israel se converterá (Rm. 11.26). É importante notar que os dispensasionalistas fazem uma DIFERENCIAÇÃO ENTRE ISRAEL E A IGREJA (Deus tem planos distintos para esses povos).
c.       Ocorrerá a grande tribulação (Mt. 24.21,22).
d.      O anticristo ou homem de pecado será conhecido (2 Ts. 2.8-10).

c)      No segundo momento da vinda de Cristo:
a.       Jesus voltará “com seus santos” (1 Ts. 3.13). Esse será o dia da “revelação” ou “dia do Senhor” no qual ele descerá a terra.
b.      Essa vinda não será iminente, pois será precedida pelos eventos dos sete anos.
c.       Por fim, Jesus julgará as nações existentes e introduzirá então o reino milenar conforme Ap. 20.1-6.

2. Por outro lado, os amilenistas (equivoco da palavra “a-milenista” =  sem milênio) acreditam num único evento.
a)      A vinda de Jesus se dará num único evento precedido de alguns sinais (Mt. 24.5-14) Logo, a vinda de Jesus não será iminente.
b)      São estes os sinais que precederão a vinda de Jesus:
a.       O chamamento dos Gentios (Mt. 24.14);
b.      A conversão de Israel (Rm. 11.25-29);
c.       A grande apostasia e tribulação (Mt. 24.9-12);
d.      A revelação do anticristo (1 Jo. 2.18);
e.       Sinais e prodígios (Guerras e falsos profetas) (Mt. 24.29-30).
c)      O reinado milenar de Jesus já foi inaugurado com a primeira ressurreição de Cristo. Ele recebeu do Pai toda autoridade (Mt. 28.18).
d)     A segunda vida levar os filhos de Deus trará o juízo para os ímpios e o gozo eterno para os santos.

CONCLUSÃO

Cada perspectiva teológica acerca da vinda de Cristo tenta nos dar uma interpretação acerca da vinda do nosso Senhor Jesus. Devemos estudar ao máximo o que a Bíblia diz acerca da vinda de Cristo a fim de que possamos fazer uma leitura adequada dos tempos. 

Quanto ao momento em que ocorrerá a sua vinda, nosso Senhor Jesus exorta: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt. 25:13). Portanto, estejamos com as nossas vidas prontas eventos mais aguardado por todos cristãos: a vinda gloriosa do nosso Senhor Jesus.

Assista a ministração desse estudo: CLIQUE AQUI!